16/09/200909:09h
AMOR e...amor

Pois o amor, se verdadeiramente o é, implica respeito.

O marido e a mulher não são simplesmente um par de animais;
        cada um é imagem e semelhança de Deus,
        com alma imortal e com um corpo que, um cristão,
        tem de ser "templo de Deus".(1 Cor. 3,16).

Portanto, o respeito ao próprio corpo e ao cônjuge exige castidade.
O matrimônio não é uma carta de corso para dar rédea solta ao instinto sexual
e transformar uma relação, com a qual se participa ao poder criador de Deus(ao colaborar com Ele para trazer novas vidas ao mundo)em pura biologia ou animalidade rasteira.
Então, mais do que nunca, o respeito deve estar presente,
é uma relação entre pessoas, não entre uma pessoa e uma coisa.
E se se perder o respeito, a si próprio e o devido ao cônjuge,
o amor irá morrendo, estrangulado nas garras do egoísmo que apenas busca o prazer pessoal. Um homem,(e a mulher) mesmo casado,
tem de ser sempre o dono dos seus instintos
e não andar a reboque deles.

E tão comum era este modo de pensar entre os cristãos, que Clemente e Alexandria..[...] dizia:
"Unir-se em matrimônio sem desejar a procriação dos filhos significa uma injúria à natureza.
O matrimônio não é a desordem do prazer, inobservante das leis divinas e contrário à razão".

É certo que as vezes se dão no matrimônio situações difíceis e é de temer que a escassa consistência interior de não poucos cristãos dos nossos dias, seja a causa de interpretações mais ou menos laxas e pouco exigentes em matéria de relações conjugais
Nada porém é impossível para quem conta com a ajuda de Deus e quando o amor é forte.
Talvez não seja fácil, certamente não é cômodo, mas é factível.
Pensar o contrário acaba por ser equivalente a culpar a Deus por ter mandado observar aos homens -não só aos celibatários - um mandamento- impossível.
"A castidade nasce do amor.."
"Para viver a virtude da castidade não é preciso ser velho ou carecer de vigor. Antes !...

"Este nosso coração nasceu para amar. E quando não se lhe dá um afeto puro, limpo e nobre, vinga-se e enche-se de miséria"[Mons.Escrivá de Balaquer].
Um homem que se casa adquire uma responsabilidade e não apenas ante a sua mulher. Tem também que responder diante de Deus pelo modo como edifica esse pilar social que é a família.
A perda de respeito costuma coincidir com o abandono das expressões que o patenteiam e o alimentam: a delicadeza, a cortesia e a educação...
Quando tudo isso desaparece, quando a vulgaridade e a ordinarice nas relações entre os esposo substituem a fineza dos apaixonados, é porque há qualquer coisa muito importante que se perdeu.

 

 

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